lunes, 28 de mayo de 2018

Onde está a nossa esperança?


Alguém disse certa vez: “a esperança é o que nos move”. Esta afirmação é correta devido a que a esperança contempla uma meta, um objetivo a ser alcançado. Objetivo pelo qual não desistimos e não medimos esforços.
Há na Igreja de Cristo muitos que tem colocado suas esperanças em coisas externas ou passageiras, criando uma separação entre a Igreja de Cristo hoje, e a Igreja de Cristo dos primeiros três séculos.  De maneira que surge a necessidade de exortar, e meditar sobre a forma em que temos vivido e onde temos colocado a nossa esperança.
Para termos um parâmetro correto de onde deve estar a nossa esperança, podemos ver onde estava a esperança de Paulo analisando o que Ele escreveu aos filipenses.

Filipenses 3.2-11 – “Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão! Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne. Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei irrepreensível. Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”.

Temos nesta porção os parâmetros de onde deve estar a nossa esperança e o porquê.

Primeiramente ele adverte sobre homens que incitam a seguirem determinadas práticas para alcançar algum tipo de nível espiritual, como se marcas visíveis fossem acrescentar alguma coisa à obra do Espírito. Estes judeus que insistiam em que os gentios deviam ser circuncidados e deviam seguir as práticas correspondentes à lei de Moisés, geravam confusão entre os novos convertidos e os desviavam da meta.

É por isto que Paulo, logo de advertir sobre tais homens, dá o motivo pelo qual não devem dar ouvidos, e se coloca assim mesmo como exemplo. Primeiramente porque a circuncisão é do coração, invisível, e efetuada pelo Espírito Santo, por isso ele diz “nós somos a circuncisão” e acrescenta “nós adoramos a Deus no Espírito” e continua; “nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne”.

Poderia apenas usar estas cinco palavras para explicar a questão da nossa esperança, “e não confiamos na carne” pois é chave, mas, prefiro abranger todo o contexto para que não haja dúvida sobre aquilo que estamos tratando.

O que quis dizer Paulo quando escreve que “não confiamos na carne”? Ele nos está dizendo que como autênticos cristãos -como eram os de Filipos-, não nos fiamos daquilo que é material, daquilo que é tangível, daquilo que podemos ver ou fazer. Eis a grande diferença entre a Igreja de Cristo hoje e a Igreja de Cristo em Filipos de uma forma geral. Porque a mensagem do evangelho que mais é transmitida e anunciada é a nova vida em Cristo com implicações físicas e materiais, coisas do tipo “antes não tinha nada e agora tenho tudo” e como antes não tinha nada e agora tenho tudo, é evidência da minha nova vida em Cristo. E não digo com isto que não haja benção materiais por parte de Deus para determinadas pessoas em determinadas circunstâncias e determinados propósitos. Porém o problema está em que coisas deste tipo desviam a nossa esperança e a transferem para aquilo que é da carne. E quando Paulo está falando de “carne” aqui especificamente, não está falando de pecado, senão teria utilizado a palavra “carnal”, mas ele utiliza a palavra “carne” para se referir justamente a aquilo que é material. Por isso ele escreve nos versículos seguintes, se há algo de bom na carne para se gloriar, eu deveria ser quem mais motivos tem. Em resumo ele diz: eu tinha tudo para me gloriar, primeiro em tudo, mas no versículo 7 ele diz aquilo que poucos se atrevem a dizer, “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo”. Porque alegres cantamos: “sou abençoado, por tudo lado, em tudo o que eu faço, sou abençoado”, não tenho problema nenhum com benção material, nem a Bíblia tem, mas a partir do momento em que aquilo que é visível se traspõe ao invisível não há mais esperança, não há lugar para a esperança, ao final de contas esperamos o que? Já fomos abençoados em tudo, não nos falta nada, o que mais esperar se já tenho tudo; saúde, uma linda casa, um bom carro, uma linda família, uma igreja abençoada...do que mais eu preciso? Não há lugar para a esperança.

Na sequência do texto, Paulo explica o porquê tudo aquilo que pelos outros é considerado como lucro, para ele não tem valor nenhum, ele diz: “...considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé, para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”

Se hoje tenho tudo; glória a Deus, se amanhã não tenho nada; glória a Deus também, pois tudo o considero como perda, porque por sobre todo está o conhecimento de Cristo, e por causa do seu amor, todas as coisas são descartáveis a fim de alcançar a Cristo –não salvificamente-, e ser achado nele, ou melhor dito, que quando olharem para mim, vejam a Cristo. Não por boas obras demandadas por lei, senão como fruto da fé em Cristo, em quem sou justificado, para o conhecer –ser um com ele-, tendo parte na sua ressurreição, nos seus sofrimentos, e até na sua morte...e aqui está a esperança de Paulo: “para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”

O motivo de Paulo considerar tudo como “fezes” –como diz no original-, é devido a que seus olhos estavam fixados na eternidade, naquilo que é espiritual, e não naquilo que é material, da carne!

Portanto irmãos, cuidado! Com aqueles que enfatizam os benefícios materiais, e ignoram o fato de que todo neste mundo é passageiro, dai a advertencia: “de que adianta o homem ganhar o mundo e perder sua alma? ”.

Sobre estes que proclamam bênçãos terrenas por sobre as espirituais escreveu no versículo 19 “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a gloria deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” 
Em outras palavras; “perdidos estão por quanto, buscam encher suas barrigas, e se orgulham daquilo que deveria lhes envergonhar, devido a que sua preocupação são somente as coisas terrenas”

Onde está, pois, a nossa esperança?

“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas”

Quando ouço alguém dizer: “O melhor de Deus está por vir”. Meus pensamentos se transladam para aquele dia glorioso quando o Senhor Jesus Cristo virá, e me levará para perto de si. Aí está minha esperança.

Para concluir. Como disse no começo, há uma grande diferença entre a Igreja de Cristo de hoje e a Igreja de Cristo dos primeiros séculos, enquanto a saudação em aramaico dos primeiros séculos era:  "Maranata", a nossa é “Deus te abençoe”, quem sabe as palavras que o Senhor deu ao profeta Jeremias, possam achar lugar hoje em nossas vidas: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para vossa alma...” (Jr. 6.16).



miércoles, 16 de mayo de 2018

Jesus nosso substituto


   Todos estamos familiarizados com a crucifixão e morte de Jesus, em parte pela tradição católica geral dos nossos países, assim também pela contribuição de hollywood com seus filmes. E de certa forma é inevitável pensar na crucifixão sem vir as nossas mentes alguma imagem dos filmes ou até mesmo das cruzes com o Jesus pendurado que vemos na maioria das igrejas católicas. Este tipo de pensamento e imagens que temos herdado culturalmente, influenciam negativamente a compreensão do acontecido, no âmbito espiritual, tanto do ponto de vista de Deus como do ponto de vista da humanidade. E limitam a grandeza da obra de Cristo à sua morte de cruz.
   Para que possamos ter um entendimento mais completo da obra de Jesus, é necessário mergulhar nas Escrituras, e por meio de detalhes enxergar a grandeza da sua obra em toda a história desde a criação até os nossos dias, e ainda à eternidade.

   É impossível falar da obra de Jesus, sem antes ter uma compressão do porque era necessário que ele fizesse tudo o que fez. Todos nós que temos aceitado a Jesus como nosso salvador pessoal, temos a certeza de que por meio da sua morte recebemos a vida, de maneira que, de um modo geral, todos sabemos que o sacrifício de Jesus significou o perdão dos nossos pecados. Mas o sacrifício de Jesus vai além do perdão dos nossos pecados, e é importante para nós cristãos entender estas verdades, pois assim, viveremos uma vida plena nos propósitos para que fomos chamados.

Romanos 5.12 – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

   Quando Deus criou ao Homem lhe deu apenas um mandamento, que consistia em não comer da arvore do furto do bem e do mal, ou a arvore do conhecimento, e Deus lhes deu a sentença previamente que haveriam de sofrer caso desobedecessem ao mandamento. Disse Deus: “o dia em que dela comer, certamente morrerás”. A morte de Adão e Eva não foi instantânea, não fisicamente pois Adão viveu aproximadamente 800 anos desde esse acontecimento, porém a sua morte espiritual foi fulminante, toda a comunhão que tinha com Deus foi cortada e não lhe era mais possível caminhar com Deus. Sendo assim, todos os homens nascem em pecado, e ninguém em sua própria justiça ou própria força pode querer chegar a estabelecer uma comunhão com Deus. Ao longo da história do Antigo Testamento podemos ver claramente a incapacidade do homem de se manter em retidão diante de Deus, nem seu povo eleito pode manter o nível que Deus exigia deles. “por um só homem...”  Por causa dum único homem toda a raça humana é culpada diante de Deus, e a única forma de tirar o pecado que entrou no mundo por um homem, é por meio dum outro homem. João o evangelista escreve as palavras pronunciadas por João Batista, quem disse de Jesus “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29).
   A obra da redenção pode ser resumida em três versículos. Nestes três versículos entre outros muitos que falam do tema da redenção.

   Isaias 59.1,2 – “...mas vossas iniquidades fazem separação entre vós e vosso Deus; e vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça ”. (Deus de costas a humanidade)

   Hebreus 2.9 – “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menos que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”.(O Filho do Homem, perfeito)

   2° Coríntios 5.19 – “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (reconciliação).
Vejamos o que querem nos dizer estas passagens.

  1. O pecado de Adão foi imputado a toda sua descendência, e ao longo da história ninguém pode se apresentar completamente Justo diante de Deus pela própria justiça. A morte espiritual de Adão permanece até os dias de hoje, (Ef, 1.20 – 2.1) você que ainda não aceitou Jesus como seu salvador, encontra-se num estado de morte! E a Justiça de Deus vira sobre você para condenação, por quanto não há forma de chegar a Deus pelos seus poprios meios e esforços, ainda que suas obras sejam "boas" jamais serão suficiente para lhe justificar, de maneira que carregará sobre si a consequencia do seu pecado e o pecado herdado de Adão. Por outro lado você que reconheceu a Jesus como o único salvador suficiente, a Justiça de Deus também virá sobre você, mas para salvação. Porque você e eu temos um substituto.
  2. Na decima praga que Deus enviou ao Egito para libertar o seu povo, os israelitas tiveram de agir conforme Deus lhes tinha ordenado. O destruidor (Ex. 12.23) levaria consigo a todos os primogenitos, porem nas casa em que o sangue do cordeiro estivesse sobre as portas não haveria morte. é neste dia em que é instituida a pascoa. Na mesma forma em que um cordeiro teve que ser morto para salvação das casas de Israel, Jesus se entregou como o Cordeiro perfeito da pascoa. Por tanto aqueles que foram cobertos pelo sange do Cordeiro não sofreram a morte eterna, antes alcaçaram a Vida.
  3. A reconciliação de Deus com os homens só foi possível mediante a obra de Jesus Cristo. A sua morte de Cruz vai além de qualquer morte “romântica” dum filme de ação, vai além do super-herói que se entrega para salvar aos necessitados. A morte de Cruz era a pior morte. Como estava escrito em Deuteronômio 21.22,23 “por quanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” a maldição que devia estar sobre nós foi assumida por Jesus quando esteve pendurado na cruz, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar...” (Gl. 3.13)
   Como cristãos nos alegramos e celebramos a resurreição do nosso Senhor, mas muitas vezes esquecemos que não há resurreição sem morte. Somente a morte de um Justo poderia quitar a divida por causa dos nossos pecados. A morte de Jesus teve a função substitutiva por quanto ele se tornou maldição por nós, e era somente por meio da morte e do sangue que o preço da nossa divida seria pago na sua totalidade. Na epístola aos Galatas, lemos que Cristo nos resgatou, e essa palavra no original é exagorazo que traz consigo a ideia de comprar e tirar do mercado aos escravos. Pela sua humanidade Jesus nos substituiu, e com sua divindade nos tornou filhos de Deus. Foi na cruz onde o sangue do Cordeiro foi derramado em totalidade, cumprindo solenemente aquilo que Deus falou a Moisés "porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar; para fazer expiação pela vossa alma, por quanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida"
   A misericórdia de Deus manifestada já no inicio da história da humanidade, quando proveu atraves de um sacrifiço roupas para Adão e Eva, chega ao seu ponto máximo ao entregar ao seu Filho, por amor da humanidade.

  Você e eu somos salvos mediante a graça, mas, a salvação não foi gratuita. Jesus pagou o preço por você e por mim, tirando-nos da escravidão do pecado e da morte. Nunca esqueça do incomparável sacrifiço do nosso Senhor e Salvador.

Um autor desconhecido ao falar de Cristo escreveu...“Da destra do seu Pai à destra duma mulher. Vestido foi de humanidade para que pudéssemos nos vestir de divindade. Se fez o Filho do Homem para que nós pudéssemos chegar a ser filhos de Deus (...) nasceu contra as leis da natureza, viveu em pobreza, foi criado na escuridão. Não possuiu riquezas nem usou de influencias, também não frequentou escolas nem tinha professor particular. Seus familiares eram desconhecidos sem status social. Na sua infância, assustou a um rei; na sua adolescência, desconcertou aos doutores; na sua maturidade, subjugou o curso da natureza, andou sobre as ondas e acalmou o agitado mar. Curou sem medicinas as multidões (...). Nunca escreveu um livro se quer, mas em todas as bibliotecas do mundo não caberiam os livros que pudessem ser escritos sobre Ele. Nunca fez composição de musica alguma, mas sua pessoa tem sido inspiração para mais canções que todas as composições juntas. Nunca fundou uma escola, mas nenhuma escola pode dizer que tem mais estudantes do que Ele. Nunca estudou medicina, mas tem curado mais corações quebrantados que qualquer corpo quebrantado pelos médicos. Ele é a Estrela da Astronomia, a Rocha da Geologia, o Leão e o Cordeiro da Zoologia, a harmonia de todas as discórdias e o Sanador de todas as enfermidades. Os grandes homens surgiram e desapareceram, mas Ele vive para sempre. Herodes não pode mata-lo; Satanás não pode seduzi-lo; a Morte não pode destruí-lo; o Sepulcro não pode retê-lo. Era rico, mas por nós se fez pobre. Até que ponto?, Pergunte a Maria!, Pergunte aos Magos! Dormiu numa manjedoura alheia, atravessou o lago numa barca alheia, montou um burro alheio, foi sepultado numa tumba alheia. Todos têm falhado, mas Ele nunca. Ele é o sempre perfeito, o primeiro entre dez mil, Ele é inteiramente desejável..”

Aleluia!



sábado, 5 de mayo de 2018

Promovendo uma Educação Missionária.


O assunto sobre o qual estaremos tratando é “Promovendo uma Educação Missionária”, e pode ser abordado de diversas perspectivas. Podemos abordar o assunto falando em métodos missionários, ou métodos de ensino. Podemos falar em como a Igreja investe recursos para o sustento de homens e mulheres vocacionados a fazer missões, e como as igrejas locais podem prover uma educação para o despertamento vocacional desses novos missionários. Mas ao abordar o assunto dessa forma, corremos o risco de tornar o tema especifico de mais, no sentido de que apenas os vocacionados poderiam obter lições práticas, em quanto aos que não tem uma vocação missionária conforme a definição dada, estariam apenas adquirindo conhecimento teórico que afetaria pouco ou nada suas vidas. Por este motivo, hoje quero abordar o assunto de forma geral, em quanto que todos possam se identificar. E ao mesmo tempo específico para que todos obtenham aplicações práticas no dia a dia.

Para poder alcançar o objetivo de que todos possam compreender e se envolver no assunto, e adquirir aplicações para sua vida cotidiana, precisamos primeiro definir alguns conceitos.

Primeiramente temos a palavra “Educação”, segundo o dicionário Michaelis a definição é: Desenvolvimento das faculdades físicas, morais e intelectuais do ser humano. A Educação é algo integral, ou seja, afeta todas as áreas do indivíduo, física, moral e intelectual.

E agora eu pergunto. De onde o indivíduo adquire a informação necessária para se desenvolver física, moral e intelectualmente?

Eu consigo identificar pelo menos três fontes:


1.       Entorno Sociocultural

2.       Entorno Familiar

3.       Entorno Escolar


Embora essas três fontes estejam unidas entre si, é possível trata-las de maneira separada.

O entorno sociocultural, abrange aspectos gerais: a forma em você se veste, a alimentação, os costumes. Ex. Manga com leite, Abacate. Ninguém ensinou a você que não deve comer grilos. Porque simplesmente não faz parte da dieta tradicional da cultura do seu país. Ninguém lhe disse que você deve fazer três refeições ao dia, sendo a mais importante ao meio dia. Isso sempre foi assim, você nasceu e já estava estabelecido que assim fosse. Faz parte da sua cultura.

O entorno Familiar, abrange aspectos mais específicos: o respeito e amor aos seus pais, o amor e respeito com seus irmãos, tios, etc. É no entorno familiar onde são definidos os limites da sua conduta, o respeito, a tolerância, os relacionamentos interpessoais, etc.

O entorno Escolar, abrange os aspectos intelectuais do individuo, conhecimento cientifico, histórico, cultural, familiar.

Estas três fontes se constituem no meio mais comum de onde se obtém a Educação, uma educação física fornecida pelo entorno sociocultural. Uma Educação moral obtida primordialmente pelo entorno familiar. Uma Educação intelectual mediante o Entorno Escolar, Universitário.

Todos nós obtemos nossa educação desses três entornos, por quanto somos cidadãos deste mundo e por estarmos imersos num contexto regional cultural pré-estabelecido através dos anos.

Uma vez definidos os meios pelos quais todos obtém uma educação “secular” pergunto; De onde vem sua Educação Cristã? Considerando a mesma definição dada anteriormente, de onde provem sua Educação Cristã, física, moral, intelectual?

Igreja? Pastores? Dogmas? Declarações de fé? Líderes espirituais? Denominação?

Quantos conhecem 2 Timóteo 3.16? Quantos já o decoraram? Quantos já ouviram pregações sobre esta passagem?

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para a educação na justiça” (Almeida Revista e Atualizada)

“Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (Almeida Revista e Corregida)

Farei uma rápida exegese desta passagem para uma melhor compreensão:

“Toda a Escritura é Theopneustos e útil para didaskalia, para elegchos, para epanorthosis (epi + anorhos (ana + orthos)), para paideia em dikaiosune

Se você não sabia ou tinha dúvida, agora sabe de onde provem sua Educação Cristã. A saber, Das Sagradas Escrituras, entenda-se Antigo e Novo Testamento.


Agora definamos Missão. O que é Missão? Enviar pessoas para outras nações? Evangelismo massivo, nas praças, escolas, comunidades?


O dicionário Michaelis a define assim: “Ato de mandar, comissão, encargo, delegação divina conferida num intuito religioso”


Nas escrituras não existe a palavra “Missão”, ainda que seja possível acha-la em Atos 12.25 e em 1 Timóteo 2.15 na tradução Almeida Revista e Atualizada. Mas a palavra original utilizada n em Atos é diakonia, ou seja, serviço, e não representa de maneira completa o conceito de missão, e ainda mais longe do sentido original está o de 1 Timóteo, que mudou completamente o versículo. 


Por outro lado, é inevitável falar em Missões sem falar do Apostolo Paulo, o nome “Paulo” está associado a Missão. Mas poucos conhecem os métodos missionários de Paulo, e quando falam das suas missões relembram suas viagens pelas diferentes regiões da Ásia Menor, Europa, etc. Mas esse não é o conceito correto de missão.


Vejamos o que nos diz a Palavra de Deus em relação à Missão segundo a definição obtida do dicionário. 

Em nossas bíblias há palavras que não foram traduzidas, apenas transliteradas, e é o caso da palavra Apóstolo. Do original apostelos. E esta palavra, traz de maneira mais correta a ideia de missão, muito melhor que diakonia

No Antigo Testamento os “Missionários” são chamados “Profetas”, mas, no hebraico há pelo menos três palavras que são traduzidas como “profeta”, temos: Nabí, Roeh e Hoze, os dois últimos tem uma função de videntes, ou aqueles que possuem uma revelação do desconhecido, já o Nabí, é aquele que é enviado por Deus para executar um propósito especifico.

Portanto, no Novo Testamento os discípulos assumem um papel profético (nabi) ao serem enviados por Jesus (ver João 13.16) como portadores do Evangelho. E ao serem enviados pelo próprio Deus, se tornam em apóstolos, que é o equivalente de nabí (enviados) adquirindo uma autoridade única, pois somente os discípulos e depois Paulo tiveram esse privilégio. De maneira que no sentido de autoridade, o título de “Apóstolo” é aplicado somente os onze e Paulo, e em questões de hierarquia não existem mais apóstolos!  Mas, o adjetivo pode ser aplicado a nós, pois apostelos quer dizer: enviado, ou emissário. Em nosso contexto é todo aquele que é enviado, mas também os que são portadores duma mensagem, emissários do Evangelho.

Desta forma temos a correta definição daquilo que é “Educação Missionária”. Nossa educação Cristã, física, moral, intelectual devem estar baseados nas Sagradas Escrituras, para que possamos ser apóstolos ou mensageiros do Evangelho. De maneira que quando falamos em missões simplesmente estamos falando do fato de anunciar, ou comunicar o Evangelho.

De um lado temos o conhecimento e do outro, a prática do conhecimento, que na verdade é a correta aplicação do conhecimento adquirido.

Paulo nos dá um exemplo incrível em Atos 17, na forma em que apresenta o Evangelho aos gregos. (Porque, lembre que Paulo tinha um histórico de violência, ele sendo um fariseu devoto não suportava que hereges acreditassem que um judeu crucificado fosse Deus, e para manter pura a tradição hebraica e obedecer ao mandamento de Deuteronômio 6 que “o SENHOR , nosso Deus, é o único SENHOR” não mediu esforços, para acabar com o que ele considerava “heresia”), Antes da sua conversão, Paulo tinha a “educação”, conhecia muito bem a lei de Moisés, ele tinha uma educação física, moral e intelectual, mas sua forma de fazer missão, ou seja, a forma em que ele manifestava sua mensagem era através da violência, perseguindo e aprisionando cristãos. Em Atos 17 temos a Paulo fazendo uso da sua educação, baseada nas Escrituras, mas, fazendo missão de uma forma totalmente equilibrada.

Vejamos o contexto de Atos 17 a partir do versículo 16 ao 33.

Paulo está na capital da Grécia e no versículo 16 podemos ver que ele está com seu espirito revoltado por causa da idolatria que domina essa cidade, e apesar da sua revolta não age da mesma forma como fazia antes da conversão, ele começa a anunciar o Evangelho de Cristo aos judeus que se reuniam nas sinagogas, e ele faz isso por muitos dias até que os filósofos gregos tomam conhecimento dos ensinamentos de Paulo, e lhe pedem que vá e apresente sua doutrina diante de todos no Areópago (Areópago era o nome do tribunal que ficava nas colinas do mesmo nome onde eram discutidas leis, religião e educação). O discurso de Paulo gira entorno da cultura dos gregos, ele usa a imagem do “Deus desconhecido” para falar do Deus que fez céus e terra e toda a humanidade, ele fala da revelação geral do Senhor presente na cultura dos atenienses e usa como argumento os próprios filósofos gregos, aqueles que diziam que todos os homens são geração de Deus, e a partir do 30 ele anuncia o Evangelho, dizendo que Deus notifica a todos os homens para que se arrependam, logo lhes fala como foi alcançada essa possibilidade, e menciona a ressureição de Cristo, mas os gregos ao ouvirem falar em ressurreição, alguns se irritaram e outros o ignoraram, após acontecer isso, Paulo também se retira do meio deles. No versículo 34 nos fala que alguns homens creram.

Algumas coisas que precisamos aprender de Paulo são:



·         Conhecimento profundo das Escrituras.

·         Conhecimento do entorno cultural.

·         Sensibilidade para falar no momento oportuno.

·         E apresentar o Evangelho de maneira simples.

Agora, olhe para você, quanto você conhece das Escrituras? Quanto você conhece do seu entorno cultural? Você possui sensibilidade para falar somente quanto é necessário? Qual é a forma em que você apresenta o Evangelho?

Se formos sinceros, veremos que nosso cristianismo falha em todos estes pontos. É por isso que o Apóstolo Paulo escreve a Timóteo para que seja um obreiro que maneje bem a Palavra da verdade de maneira que não tenha de que se envergonhar.

Hoje cristãos envergonham o Evangelho porque não o conhecem. Paulo disse, “sejam de imitadores de mim como eu sou de Cristo”, porque Paulo era um homem com uma “Educação Missionaria” completa. Mas os cristãos de hoje preferem viver de imitação, porém em vez de imitar a Cristo, imitam a aqueles que falam de Cristo, e falar de Cristo não é garantia de Estar em Cristo!

Por que nossas igrejas não lotam quanto o assunto é o estudo da Palavra? Por cristãos preguiçosos, que não conhecem sua fé, vivem como papagaios imitando o que os outros dizem, mas não tem fundamento para seus argumentos e quando questionados pelo mundo ficam sem resposta, estes ENVERGONHAM O EVANGELHO! Discutem opiniões que não é o mesmo que discutir da fé, a fé se discute entre irmãos, aos incrédulos se lhes anuncia o Evangelho não se discute! Cristãos com vidas ineficazes tornam e tem tornado a Igreja ineficaz! Cristãos semelhantes aos irmãos de Corinto que devendo comer alimento solido, ainda são alimentados com leite, porque são preguiçosos espirituais que não maduram em sua fé.

Você poderá me dizer como tenho ouvido tantas vezes, “mas a letra mata, precisamos viver pelo Espirito”, e sim é verdade que o “Logos” sem o Espirito é vazio, mas é verdade também que o Espirito sem o Logos é loucura!

Sabe por que o mundo não cré? Porque temos uma “Educação Missionária” falida. Querem ganhar almas para Cristo, mas a que custo? Se eduque para fazer que a Missão seja efetiva. Temos muitos missionários e muitos querem fazer missões, mas por não terem uma Educação Cristã, envergonham o Evangelho.

Cristãos querem mudar o Brasil sabotando e boicotando, mas esquecem que não é por força nem poder, mas pelo Santo Espirito. Alguém dirá que a oração não é suficiente que o Cristão deve agir, e sim, o cristão deve agir e se posicionar, mas deve fazê-lo somente depois conhecer sua posição, depois de alcançar uma Educação Cristã completa. Não adianta fechar museus, tentar mudar a programação de certas emissoras, fazer manifestações públicas e gritar aos quatro ventos. Essa não é forma de fazer missão! Cantar hinos e reprender demônios em frente Museus e auditórios não vão converter ninguém, porque isso não é fazer missão, isso não é anunciar o Evangelho. Aí você pode estar pensando, “mas devemos pregar a palavra a tempo e fora de tempo”, sim, só que o tempo de 2 de Timóteo 4.2 não é Crhonos, e sim Kairós, ou seja um tempo determinado, um tempo específico, um tempo que Deus prepara. Não adianta passar 24 horas do Chronos pregando, porque se não é o Kairós de Deus, não haverá salvação, somente estará jogando palavras ao vazio.

A Educação Cristã não se obtém de compartilhar publicações bíblicas em Facebook, como disse um pastor “a internet está cheia de ‘Teoloucos’”, acham que por ler alguma coisa em Wikipédia já são expertos em qualquer assunto. Cristãos preguiçosos estão apavorados por causa da corrupção, será que já leram Daniel? Neemias? Ester? Corrupção não é de hoje. Cristãos preguiçosos e imaturos, estes envergonham o Evangelho.

Para concluir...


Saiba que para fazer missão muitas vezes não é necessário abordar alguém na rua, viajar a um outro país. Jesus lhes disse aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra”, mas lhes adverte “se o sal vier a ser insípido...para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” O sal, como todos devem saber, tinha uma dupla função: dar sabor, e impedir e retardar a podridão da carne. Não me leve a mal, mas você não foi salvo para mudar o mundo, você não pode transformar o mundo. Não todos serão salvos, então deixe de tentar salvá-los. Certamente Jesus não veio para condenar o mundo mas para que o mundo fosse salvo por Ele, é Ele quem salva, é Ele quem transforma. Você e eu devemos ser sal, evitar que o mundo apodreça, devemos ser luz, não essa luz que desfaz as trevas, não...leia o contexto de Mateus 5.14 “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para coloca-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa” nós somos luz não para acabar com as trevas, mas para sermos guias, como um farol no meio do oceano...não é o farol que vai até o navio, é o navio que ao ver o farol sabe qual direção seguir. Por isso diz “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”.

Alguém disse certa vez, “pregue o Evangelho...e se for necessário fale”, eu digo, pregue o Evangelho e fale quando for o momento. Porque dificilmente alguém vai descobrir o plano da salvação somente porque você vive uma cristã. Vemos em Romanos 10.17 que a fé vem pelo ouvir, ou seja, sim, é necessário falar, mas no kairos, no tempo de Deus, porque Jesus também disse em João 6.44 “Ninguém pode vir a menos que o Pai que me enviou o trouxer”. E por graça sois salvos, mediante a fé.

Não tente converter o mundo pelas suas forças, o profeta Jeremias escreveu no capitulo 15.19, “Portanto, assim diz o SENHOR: se tu te (1) arrependeres, eu te farei voltar e estarás diante de mim; se apartares o (2) precioso do vil, serás a minha boca; e eles se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles”, traduzido de uma outra forma diz: “serás a minha boca; e eles se converterão a ti...” Você não precisa converter ninguém.

Toda a Escritura é Theopneustos e útil para dudaskalia, para (1) elegchos, para (2) epanorthosis (epi + anorhos (ana + orthos)), para paideia em dikaiosune

Para concluir.

Efésios 1.1 diz: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus”

Mais à frente Paulo falando às mesmas pessoas lhes diz, “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios”

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em São José, e fieis em Cristo Jesus...vejam prudentemente como andam, não como néscios, e sim como sábios”

Néscios? Seguindo modinhas do mundo gospel, repetindo como papagaios o que ouviram falar, indo para onde vai o montão...Néscios!.

Sábio? Aquele que tem sua Educação Cristã baseada nas Escrituras, que anuncia o Evangelho no momento e lugar indicado, que como os bereanos estudam às Escrituras para comprovar que aquilo que ouvem veio realmente de Deus e não de interpretação de homens.

sábado, 19 de abril de 2014

Por que ainda crucificamos e matamos Jesus?

    Você pode dizer que tipo de pergunta é essa? Veja bem, a verdade é que todo ano na época da pascoa lembra-se da morte e ressurreição de Jesus, e muitos ainda se surpreendem da maneira em que Cristo morreu. Mas se o mesmo Cristo viesse em nossos dias como fez naquele tempo muitos de nós faríamos exatamente o que as pessoas daquele tempo fizeram. Sem duvida crucificaríamos e mataríamos Jesus, mesmo que muitos hoje em dia dizem que agiriam de forma diferente. Por tanto vou a fazer uma pequena comparação com algumas pessoas daquele tempo e veremos se você se identifica com alguma delas.

    Em primeiro lugar temos Judas, o traiçoeiro. Em nossos dias existem muitos Judas, no meio cristão. De que maneira os identificamos? Pois faremos uma simples comparação com o Judas histórico. Judas andou junto a Jesus, escutou seus ensinamentos, vivenciou em pele própria os milagres e o poder de Deus (Lc.9:1-6). Mas no fundo sempre esperou que Jesus se levantasse como o poderoso messias, que traria libertação aos judeus das garras do Império Romano.

    Da mesma forma existem em nossos dias diversos Judas, que acham nos milagres e no poder de Deus um meio para impor seus ideais em alguns casos moralistas ou políticos, esquecendo que a obra redentora corresponde ao Espírito Santo e não aos poderes outorgados pelo Governo ou leis do Estado. São aqueles que lutam para conseguir uma distinção social e política, pensando que dessa forma poderão estabelecer o Reino de Deus na terra, esquecem que Jesus disse “Meu reino não é deste mundo…”(Jo. 18:36). São eles que nas suas atitudes e seus desejos errados crucificam Jesus e o evangelho que ele deixou, esquecem que a salvação trazida pelo evangelho da graça é manifestada pelo Espírito Santo, e é nosso passaporte ao reino celestial, e não uma garantia de boa vida na Terra. E este é o Evangelho deixado por Jesus, que todo aquele que nele crê não perece, mas têm vida eterna (Jo.3:16). Por tanto o verdadeiro discípulo de Jesus em nossos tempos está longe de ter uma vida sossegada, sem conflitos, ou rejeição. E não haverá lei que os ampare, ou resguarde, pois os verdadeiros discípulos confiam e dependem da graça de Deus e mais nada.

    Por outro lado temos à multidão, a multidão que se reuniu na entrada de Jerusalém e gritava Hosana ao altíssimo, e se regozijavam com a chegada de Jesus à cidade. Multidão como os cinco mil que comeram os pães e peixes, que ouviam os ensinamentos do mestre e lhe seguiam em quanto ele saciava suas necessidades. A mesma multidão que se reuniu para gritar: "Crucifica-o! Mate ele! Solta o Barrabas!".
Hoje esta multidão são aqueles que se chamam de cristãos e Evangélicos que domingo apos domingo vão à Igreja, cantam louvores ao Altíssimo, se regozijam junto aos irmãos, ouvem a mensagem do criador, conhecem Jesus e a suas obras, alguns até tem sido favorecidos pelos seus milagres.  Mas ao começar segunda-feira são os primeiros na fila gritando "solta o Barrabás!". São aqueles que rejeitam a Graça soberana, e que por vergonha, rebeldia, ou falso arrependimento, vivem uma vida longe da Verdade, esquecem os milagres e a benção de Deus para com suas vidas, e com as suas atitudes pecaminosas se misturam entre a multidão deixando-se influenciar pelos pensamentos deste mundo. Estes com suas vidas gritam com forte e alta voz: "Crucifica-o!"

    Embora que a maior parte dos cristãos de hoje encaixa numa dessas duas comparações, também existem em nossos tempos os João, que permaneceram e permanecem aos pés da cruz (Jo. 19:26), que arriscam suas vidas pelo Mestre. Ainda existem os Ladrões  que olham as suas limitações e incapacidade de salvar a si mesmos, e na Graça soberana de Cristo encontram o único caminho à vida, confiam nas simples palavras de Jesus que “certamente hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc.23; 40-43).

   Vivamos conforme ao Cristo ressuscitado, anunciando as boas novas de salvação, lembrando que somos peregrinos neste mundo, que teremos aflições e seremos aborrecidos por causa do Evangelho (Jo. 15:18-27, 16:1-4). Por tanto permaneçamos nele como ele permanece em nós, pois não fomos nós quem escolhemos ele, antes ele nos escolheu (Jo. 15:1-17).


Que a Graça e a Paz do nosso Deus esteja conosco.